quinta-feira, 9 de setembro de 2010
 Transferência tecnológica da China favorece industria de medicamentos no Brasil
 15 de dezembro de 2009

Entre os produtos estão os chamados anticorpos monoclonais, medicamentos biológicos com indicação para doenças graves e de alto custo em seus tratamentos.

Cotidiano Digital - Da Redação


Em visita à China, na semana passada, a  farmacêutica brasileira EMS, assinou um acordo de transferência de tecnologia com o laboratório chinês Shanghai Biomabs para a fabricação, no Brasil, de seis produtos biotecnológicos de última geração. Entre os produtos estão os chamados anticorpos monoclonais, medicamentos biológicos com indicação para tratamento de doenças graves e de alto custo em seus tratamentos, especialmente cânceres diversos, artrite reumatoide e osteoporose, entre outras.

O primeiro produto alvo dessa parceria será o Etanercepte, cuja indicação principal é a artrite reumatóide, e que hoje gera gastos anuais da ordem de R$ 80 milhões ao Ministério da Saúde, principal comprador do medicamento.

"A entrada de uma empresa brasileira neste mercado ampliará a concorrência, o que deverá levar à redução do preço do medicamento. Hoje ele é fornecido ao Brasil por apenas uma fabricante multinacional. Além disso, a transferência de tecnologia fortalece o complexo industrial brasileiro e contribui para a redução da nossa dependência externa em relação à tecnologia de ponta em saúde", afirma o ministro da Saúde José GomesTemporão.

Estima-se que 850 mil pessoas sofram de artrite reumatóide no País. Cada ampola de 50 mg do medicamento custa hoje ao ministério R$ 708,00. Levando-se em conta que o tratamento mensal é composto por quatro ampolas, o custo do tratamento por cada paciente chega a custar, mensalmente, R$ 2.832,00.

Até o mês passado, o ministério financiava 90% do valor do remédio por meio de transferência de recursos aos estados, aos quais cabia sua aquisição. Portaria recém-publicada transfere para o Ministério da Saúde a responsabilidade pela compra centralizada deste medicamento, o que deverá trazer uma economia de R$ 29 milhões ao ano para os cofres públicos.

Segundo a diretora de Relações Externas da EMS, Telma Salles, a expectativa é iniciar a produção do Etanercepte em território nacional em até cinco anos.

Atualmente, o mercado farmacêutico movimenta R$ 28 bilhões por ano, apresenta altas taxas de crescimento anual e situado-se entre os 10 maiores do mundo. Para o setor de produtos médicos no Brasil, o faturamento é de cerca de R$ 8 bilhões por ano.

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