quinta-feira, 9 de setembro de 2010 |
Em meio à euforia das vendas e à retomada da economia depois de um tempo de retração, uma coisa é certa: as vendas pela internet aumentaram e exigem um novo comportamento tanto do internauta/consumidor, quanto das empresas que disponibilizam o serviço a seus clientes. Muito se fala sobre o assunto, mas o quesito segurança ainda desperta incertezas diante de tantos assaltos virtuais registrados e noticiados diariamente. Não se pode continuar negligenciando o item segurança. Não são poucos os pop-ups que abrem com grandes ofertas-relâmpago – nem todos idôneos. Isso sem falar nos spams e e-mail marketing que lotam as caixas de mensagens das pessoas com sugestões de Natal, grandes promoções e até ‘sorteios’ de fim de ano. E quem são essas pessoas? Sua secretária, seu vendedor, seu gerente e até mesmo você. Ou seja, quando menos se espera, há inúmeros colaboradores economizando tempo e fazendo compras de Natal online na hora do almoço, a partir do computador da empresa. Mas, será que é seguro? Muitos empresários só tomam consciência da necessidade de contar com um nível de segurança compatível com os riscos reais depois de acontecer algum desastre. O termo desastre, inclusive, representa bem a situação em que um ardiloso malware ou mesmo um vírus do tipo ‘trojan’ capturam todos os dados bancários e pessoais de quem acessa a conta bancária da empresa pela internet ou ainda roubam informações estratégicas do banco de dados. Nessas horas, não há que se lamentar. É necessário, rapidamente, corrigir o erro de não ter investido na prevenção de desastres antes. Além de implantar um sistema de backup e de segurança da rede na empresa, vale a pena pensar se não é hora de criar regras mais claras quanto ao uso da internet no local de trabalho, pedindo a colaboração de todos. Muitas organizações proíbem terminantemente o uso do computador corporativo para assuntos pessoais. Mas se a sua empresa é mais colaborativa e aposta no bom senso do grupo, aqui estão algumas dicas para seus colaboradores: 1. Evite fazer compras em sites desconhecidos ou que não tenham sido recomendados por amigos; 2. Caso você tenha efetuado a compra em um site pela primeira vez, passando todos os dados pessoais e do cartão de crédito ou débito, anote todas as informações da empresa em questão (telefone, endereço, CNPJ) para o caso de haver reclamações; 3. Mesmo comprando em sites de empresas idôneas, guarde sempre uma cópia do seu pedido, com detalhes da compra, dados de entrega e forma de pagamento, além da confirmação do pedido; 4. Todos os sites com boa reputação expõem claramente os detalhes de segurança, a fim de tranquilizar os clientes. Leia atentamente e mande e-mail em caso de dúvida; 5. Privacidade não tem preço. Empresas que garantem a proteção das suas informações devem trazer essas explicações no procedimento da venda/compra. Na dúvida, não realize a compra. Nada mais caro a alguém do que seus documentos pessoais. Até mesmo porque será você quem responderá por qualquer fraude em que seus dados tenham sido usados, mesmo que inadvertidamente. *Adriano Filadoro é consultor e diretor de tecnologia da Online Brasil |


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